No mês de 05/2007 iniciamos o primeiro trabalho de acessibilidade às pessoas Surdas, no Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla, através da oferta do profissional intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Sabe-se que, até então, no Brasil, as pessoas surdas não tinham acesso às reuniões públicas ofertadas nas diversas Casas Espíritas por falta do profissional intérprete de Libras.

Aos poucos, outras pessoas surdas começaram a frequentar esse espaço e, concomitantemente, foram aparecendo outras demandas na área da Inclusão. Surge, então, o Projeto de Inclusão nas Casas Espíritas (2007) com o objetivo, primeiramente, de implementar políticas públicas de inclusão no Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Sheilla (projeto piloto) e, posteriormente, divulgar e implementar a inclusão em diversas Casas Espíritas.

No dia 03 de outubro de 2014, criamos um grupo de pesquisa denominado Estudos Surdos Espíritas (GES-Espíritas). Ele é formado por pessoas surdas e ouvintes que são bilíngues (utilizam a língua brasileira de sinais e a língua portuguesa). Sua estrutura é composta por uma orientadora/coordenadora da pesquisa e dos demais trabalhos realizados; uma equipe de colegiado; 10 pesquisadores bilíngues e diversos colaboradores da pesquisa.

O GES Espíritas desenvolve estudos sistematizados sobre a Doutrina Espírita, seleciona banco de palavras que requerem a criação de sinais (Libras). Os estudos e a criação desses sinais (Libras) consideram os aspectos conceituais da Doutrina Espírita, os aspectos linguísticos da Libras e conhecimentos inerentes à identidade e cultura surda.

A criação de cada sinal é feita a partir da compreensão do significado da palavra (associa-se o conceito ao sinal) e as especificidades gramaticais da língua.